Brasil fecha Pan de Parataekwondo com 14 medalhas rumo a LA 2028
Time Brasil termina o Pan-Americano de Parataekwondo no Rio com 14 medalhas, 3 ouros e pontos no ranking K44 que valem vaga em Los Angeles 2028.
TL;DR
- Brasil encerrou o Pan-Americano de Parataekwondo, no domingo (10), com 14 medalhas: 3 ouros, 5 pratas e 6 bronzes, segundo a Olimpíada Todo Dia.
- Silvana Fernandes (-57 kg), bronze em Paris 2024, levou o ouro K44 e segue número 1 do ranking mundial, conforme o Comitê Paralímpico Brasileiro.
- O torneio, na Arena Carioca 1, distribuiu pontos válidos para o ranking rumo a Los Angeles 2028, com nível G4 que paga até 40 pontos no ouro.
- O México liderou o quadro do parataekwondo com 4 ouros, mas o Brasil dominou em medalhas totais e fechou vice-campeão geral, atrás dos mexicanos.
Por que o Pan de Parataekwondo no Rio vale rumo a LA 2028?
O Pan-Americano serve de classificatório indireto: a federação internacional usa o ranking acumulado até 2028 para distribuir vagas paralímpicas. Etapa G4 paga até 40 pontos no ouro, segundo a Pan American Taekwondo Union (PATU), o que torna o Rio uma das pontuações mais altas do ciclo continental.
Para os atletas K44 — categoria com amputação unilateral de membro superior —, a janela 2026-2027 é decisiva. Cada subida ao pódio aproxima nomes como Silvana Fernandes e Maria Eduarda Stumpf da vaga direta em Los Angeles, evitando o risco de depender de seletivas regionais no último trimestre antes dos Jogos.
A escolha do Parque Olímpico do Rio também tem peso simbólico. A Arena Carioca 1, que recebeu o taekwondo olímpico em 2016, voltou a sediar uma competição com pontos rumo a uma Olimpíada — sinal de que a estrutura segue operacional para grandes eventos paralímpicos.
Como foi o desempenho do Brasil no quadro de medalhas?
O Brasil somou 14 medalhas (3 ouros, 5 pratas, 6 bronzes) com 18 atletas na classe K44, segundo apuração da Olimpíada Todo Dia. O time terminou em segundo no quadro do parataekwondo, atrás do México, que faturou 4 ouros.
| Medalha | Atleta | Categoria |
|---|---|---|
| Ouro | Silvana Fernandes | -57 kg feminino |
| Ouro | João Gabriel Ribeiro | -63 kg masculino |
| Ouro | Valter Sedano | -70 kg masculino |
| Prata | Maria Eduarda Stumpf | -57 kg feminino |
| Prata | Camila Macedo | -65 kg feminino |
| Prata | Gustavo Czerniak | -58 kg masculino |
| Bronze | Debora Menezes | -65 kg feminino |
| Bronze | Joel Gomes | -80 kg masculino |
Silvana Fernandes, da Paraíba, manteve o status de número 1 do mundo no K44 até 57 kg. Maria Eduarda Stumpf, paralímpica em Paris 2024, ficou com a prata na mesma categoria — um cenário em que duas brasileiras dividiram o pódio e somaram pontos suficientes para abrir vantagem sobre rivais sul-americanas.
No masculino, João Gabriel Ribeiro e Valter Sedano confirmaram o favoritismo nas categorias até 63 kg e até 70 kg, respectivamente. Já Gustavo Czerniak chegou perto do ouro no -58 kg, mas parou na final.
O que o resultado diz sobre o ciclo paralímpico brasileiro?
A leitura do quadro mostra um Brasil competitivo, mas pressionado pelo México, que tem investido em parataekwondo desde Tóquio 2020. A vantagem mexicana em ouros (4 a 3) é estreita e pode ser revertida nos próximos Grand Prix internacionais.
O recado do Comitê Paralímpico Brasileiro é claro: o ciclo até LA 2028 exige presença em todas as etapas pontuáveis. O parataekwondo deu ao país duas medalhas paralímpicas em Tóquio 2020 e mais uma em Paris 2024 (bronze de Silvana), conforme o CPB. A meta para 2028 é dobrar essa colheita.
A presença de Maria Eduarda Stumpf no top-2 do ranking sub-23 também sinaliza renovação. Para a Agência Brasil, o torneio funcionou como vitrine continental e marcou a volta de competições do ciclo paralímpico ao Parque Olímpico do Rio.
FAQ
Quando começa o ranking olímpico para o parataekwondo em LA 2028?
O ranking mundial usado pela World Taekwondo já está aberto. Cada G4, como o Pan-Americano do Rio, soma até 40 pontos para o campeão, segundo a PATU. As vagas paralímpicas são distribuídas no fim de 2027 e começo de 2028, com base nesse acumulado e em torneios continentais classificatórios.
Quem é Silvana Fernandes, a estrela brasileira no K44 -57 kg?
Paraibana de São Bento, Silvana Fernandes tem 27 anos e é bronze paralímpica em Tóquio 2020 e Paris 2024, segundo a Agência Brasil. Bicampeã mundial (Turquia 2021 e México 2023), ela soma cinco títulos de Grand Prix e segue líder do ranking K44 até 57 kg, com chance real de medalha de ouro em LA 2028.
Qual a diferença entre taekwondo olímpico e parataekwondo?
O parataekwondo só disputa kyorugui (combate), enquanto o olímpico tem combate e poomsae (formas). Atletas competem por classes funcionais — K41 a K44, conforme o grau de amputação ou deficiência nos membros. A modalidade estreou nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e segue confirmada para LA 2028.
Fontes
- Olimpíada Todo Dia — Brasil empilha medalhas no Pan-Americano de Parataekwondo
- Gov.br — Brasil brilha no Pan de Parataekwondo e no Rio Open
- Agência Brasil — Pan-Americano de taekwondo começa no Rio
- Pan American Taekwondo Union (PATU)
Foto: David Byrd (Wikimedia Commons, Public domain)
Escrito por
Renato Albuquerque
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