terça-feira, 26 de maio de 2026
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Verstappen aposta em pacote de Miami para virar o jogo no Canadá

Max Verstappen confirma que segundo update da Red Bull em Miami foi um "passo enorme" e mira no GP do Canadá para encurtar a distância para Mercedes e McLaren.

Jhonathan Meireles 5 min de leitura
Max Verstappen pilotando carro da Red Bull em pista de Fórmula 1
Max Verstappen pilotando carro da Red Bull em pista de Fórmula 1

TL;DR

  • Verstappen confirmou em Miami que o segundo pacote de evolução da Red Bull foi “um passo enorme” depois do fracasso do upgrade de Suzuka, segundo entrevista publicada pelo TJ13 em 05/05/2026.
  • A Red Bull ainda carrega 7 kg de excesso de peso no RB22, o que custa mais de duas décimos por volta, conforme cálculo da Motorsport.com.
  • O chefe Laurent Mekies admitiu à Sky Sports F1 (28/04) que a equipe perde “alguns décimos” por volta para a Mercedes e que parte relevante da diferença vem do motor.
  • Próximo capítulo é o GP do Canadá (22-24 de maio), onde a Red Bull deve trazer mais redução de massa para tentar atacar Mercedes e McLaren.

Por que Verstappen chamou o update de Miami de “passo enorme”?

Porque o pacote levado a Miami corrigiu falhas que o update anterior, testado em Suzuka, simplesmente não resolveu. “Esse já é o segundo grande pacote. O primeiro não funcionou em Suzuka”, disse Verstappen em entrevista publicada pelo TJ13 nesta terça (05/05). O holandês ainda emendou: “isso aqui funcionou bem. Nos dá muita confiança. Demos um passo enorme à frente”.

A análise técnica da RacingNews365 (03/05) detalhou que a Red Bull mexeu em três áreas principais do RB22: bico e asa dianteira reformulados, novo assoalho com geometria diferente e uma asa traseira batizada de “Macarena”, que usa elementos rotativos para a aerodinâmica ativa exigida pelo regulamento de 2026. O conjunto foi pensado para tornar o comportamento do carro mais previsível depois das três primeiras corridas.

Em Suzuka, o efeito tinha sido o oposto: Isack Hadjar preferiu correr sem as peças novas e só Verstappen rodou o pacote, principalmente para coletar dados. Foi esse aprendizado, segundo o tetracampeão, que orientou a revisão feita durante a pausa de abril.

Quanto a Red Bull cresceu de fato em Miami?

O salto foi real, mas pequeno em termos absolutos: pódio para Verstappen no sprint, sem vitória no GP, e ainda atrás de Mercedes e McLaren. O Sky Sports F1 destacou que o holandês falou em “virada incrível” no fim de semana, enquanto Lando Norris admitiu uma “volta à realidade” para a McLaren depois do domínio mostrado pelos rivais.

IndicadorAntes (China + Japão)Miami (3/5)
Posição final de VerstappenFora do pódio em duas corridasPódio no sprint, fora no GP
Pacote técnicoUpdate de Suzuka rejeitado por HadjarNovo assoalho, asa “Macarena”
Diferença para Mercedes”Vários décimos” por volta (Mekies, Sky)Reduzida, mas ainda existente
Excesso de peso do RB227 kg7 kg (alvo do próximo update)

Fonte: declarações de Verstappen ao TJ13, análise técnica da RacingNews365 e entrevista de Laurent Mekies à Sky Sports F1.

A Red Bull, mesmo com o upgrade, segue carregando os tais 7 kg extras que a Motorsport.com estimou em mais de duas décimos por volta. É uma penalidade que aparece principalmente em traçados travados e foi um dos motivos pelos quais Verstappen preferiu segurar o tom: “ainda não chegamos lá, mas é um passo na direção certa”.

Como o GP do Canadá entra nessa equação?

O Canadá (22-24 de maio) é o teste de fogo para confirmar se o “passo enorme” de Miami se traduz em ataque real ao topo. A pista de Gilles Villeneuve combina retas longas com chicanes lentas, ou seja, expõe tanto o nível do motor quanto a eficiência aerodinâmica em baixa velocidade — exatamente as duas frentes em que a Red Bull diz estar atrás.

Mekies admitiu à Sky Sports (28/04) que a equipe não tem o melhor motor do grid e defendeu acesso à janela ADUO, o mecanismo da FIA que permite ao fabricante atrasado nas medições oficiais antecipar atualizações no power unit. Pelo cronograma do regulamento, a primeira janela ADUO deve abrir antes do GP de Mônaco, segundo o Planet F1.

O próprio Verstappen indicou que a próxima atualização do RB22 deve mirar a redução dos sete quilos sobrando, um trabalho que tende a vir em etapas, e não de uma vez só. Se a Red Bull conseguir resolver os dois problemas — peso e motor — entre Canadá e Mônaco, a janela para reaproximar Mercedes e McLaren ainda existe. Caso contrário, o “passo enorme” de Miami corre o risco de virar nota de rodapé na briga de 2026.

FAQ

Por que o upgrade de Suzuka da Red Bull falhou?

Segundo Verstappen ao TJ13, o pacote testado no Japão não trouxe ganhos no carro em pista, a ponto de Hadjar optar por não usar as peças na corrida. O holandês manteve o conjunto para gerar dados, e essas informações é que orientaram o redesenho apresentado em Miami um mês depois.

Quais áreas do RB22 foram modificadas em Miami?

A análise técnica da RacingNews365 (03/05) aponta três frentes: nova asa dianteira com perfis horizontais nos endplates, assoalho redesenhado para gerar mais carga e uma asa traseira com elementos rotativos, batizada internamente de “Macarena”, que opera dentro do conceito de aerodinâmica ativa do regulamento 2026.

A Red Bull pode mexer no motor durante 2026?

Apenas se for enquadrada na janela ADUO da FIA. Mekies disse à Sky Sports F1 que considera a equipe candidata natural a esse benefício porque está atrás da Mercedes em performance de power unit. A primeira janela ADUO deve abrir antes do GP de Mônaco, conforme reportagem do Planet F1.

Fontes

Foto: Morio (Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

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Escrito por

Jhonathan Meireles

Cobertura esportiva com análise tática, contexto e dados. Editor do Setor Norte.

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