terça-feira, 26 de maio de 2026
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Red Bull mira peso mínimo no GP da Áustria após corte no RB22

Red Bull reduziu o excesso de peso do RB22 de 12 para 6 kg em Miami e mira o limite de 768 kg até o GP da Áustria, segundo Pierre Wache ao Motorsport.com.

Jhonathan Meireles 4 min de leitura
Carro de Fórmula 1 em alta velocidade em curva rápida, com foco no cockpit e cintos de segurança visíveis
Carro de Fórmula 1 em alta velocidade em curva rápida, com foco no cockpit e cintos de segurança visíveis

TL;DR

  • Red Bull cortou o excesso do RB22 de 12 para 6 kg com o pacote de Miami, segundo Pierre Wache ao Motorsport.com (11/05/2026).
  • O alvo é cravar o peso mínimo da FIA — 768 kg em 2026 — até o GP da Áustria (28/06), pulando atualizações grandes em Montreal.
  • Verstappen terminou em quinto em Miami e chamou o passo de “luz no fim do túnel” antes do GP da Emília-Romanha, em Imola (15-17/05).
  • Análise técnica de Paolo Filisetti (RacingNews365) mostra que o ganho veio de sidepods novos, radiadores compactos e admissão de ar deslocada para frente.

Por que o peso do RB22 virou prioridade antes de Imola?

Porque, no atual regulamento, cada quilo a mais custa cerca de três décimos a cada dez voltas — e a Red Bull começou 2026 com 12 kg de sobrepeso. Em Miami, o time cortou esse número pela metade, para 6 kg, com o pacote que estreou sidepods reformulados e novo assoalho. A meta declarada por Pierre Wache, diretor técnico, é encostar nos 768 kg do mínimo FIA “talvez para a Áustria” — corrida de 28 de junho.

O recorte é cirúrgico em ano de regulamento novo, com chassis pesadíssimos por causa de baterias maiores. A redução muda o trabalho de pneu, libera setup mais agressivo e, principalmente, dá ao piloto a confiança de pisar fundo sem temer o degradante térmico no segundo stint.

Para Imola, fim de semana de 15 a 17 de maio, a expectativa do próprio Wache é de pouca mudança: o foco do desenvolvimento europeu se concentra em junho e julho.

O que mudou no pacote de Miami e quanto isso pesa?

A combinação foi de aerodinâmica + ergonomia: sidepods novos, assoalho atualizado e correção no sistema de direção que, segundo Wache, “trouxe um desempenho extra de Max que talvez nem esperássemos”. A declaração saiu em entrevista exclusiva ao Motorsport.com publicada nesta segunda-feira (11/05/2026).

Olhando o detalhe técnico, o analista Paolo Filisetti, da RacingNews365, descreveu o RB22 como o “passo definitivo” do conceito visto inicialmente no Japão. Os pontos centrais:

ComponenteMudançaEfeito buscado
SidepodsRampa traseira mais inclinada, undercut mais profundoDirecionar turbulência da roda traseira para fora
RadiadoresMais compactos, alimentados pelo PU Red Bull-Ford rodando mais quenteLiberar volume para refinar mapa aerodinâmico
Admissão de arPosicionada bem mais à frenteManter fluxo colado à carroceria até a traseira
EscapamentoSaída fortemente angulada para baixoSoprar o difusor e estabilizar a traseira
DireçãoAjuste internoPermitir que Verstappen “empurre” de novo

A Filisetti chamou atenção, em particular, para o controle térmico: o motor Red Bull-Ford “tolera temperaturas muito altas sem comprometer a confiabilidade”, o que abriu espaço para repensar todo o mapa aerodinâmico do carro.

O que esperar até a Áustria — e o que Mercedes prepara?

A Mercedes, segundo o próprio Wache, respondeu marcando um pacote grande para Montreal (GP do Canadá, 24/05) — referência ao tradicional balanço europeu de meio de temporada. A Red Bull faz o caminho inverso: leva atualização mínima ao Canadá e guarda fôlego para Barcelona (14/06) e, sobretudo, Spielberg.

Vale lembrar que Verstappen terminou em quinto em Miami, e o resultado, para Wache, “não mostra o ritmo do carro”. O parcial do campeonato mantém a Mercedes na ponta com Kimi Antonelli vencedor em Miami, mas a janela que se abre agora — Imola, Mônaco, Barcelona — é justamente a faixa em que carros mais leves e mais estáveis costumam virar a gangorra na briga pelo título de construtores.

FAQ

Qual é o peso mínimo da Fórmula 1 em 2026?

O regulamento técnico fixa o peso mínimo de carro + piloto em 768 kg, sem combustível. O número subiu em relação às temporadas anteriores por causa das novas unidades híbridas, com bateria maior, e do reforço estrutural do chassi exigido pelo novo regulamento.

Quem é Pierre Wache e por que ele fala pela Red Bull?

Pierre Wache é o diretor técnico da Red Bull Racing desde 2018 e respondeu pelo desenvolvimento do RB22 após a saída de Adrian Newey em 2024. É a voz oficial do time em questões de chassi e o interlocutor habitual da imprensa especializada em entrevistas técnicas.

Quando começa o GP da Emília-Romanha?

O fim de semana em Imola vai de sexta-feira, 15 de maio, com os dois treinos livres, até o classificatório no sábado (16) e a corrida no domingo (17). É a quinta etapa do calendário de 2026 e a primeira do bloco europeu da temporada.

Fontes

Foto: randomwinner (Pixabay)

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Escrito por

Jhonathan Meireles

Cobertura esportiva com análise tática, contexto e dados. Editor do Setor Norte.

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