terça-feira, 26 de maio de 2026
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Djokovic volta em Roma 2026 após dois meses parado e mira sexto título

Sem jogar desde Indian Wells, Djokovic estreia em Roma contra Fucsovics e tenta barrar o Career Golden Masters de Sinner no Foro Itálico.

Camila Bertoldo 5 min de leitura
Novak Djokovic em quadra durante partida de tênis
Novak Djokovic em quadra durante partida de tênis

TL;DR

  • Novak Djokovic volta às quadras em Roma 2026 depois de quase dois meses sem competir, ausente desde a quarta rodada de Indian Wells em março, segundo a ATP Tour.
  • O sérvio é cabeça de chave 3 e estreia contra Marton Fucsovics ou um qualifier, na sexta ou no sábado, conforme apuração da Tennis Temple.
  • Hexacampeão em Roma, recorde do torneio, Djokovic chega aos 38 anos com 7 vitórias e 2 derrotas em 2026, dado da Infosys ATP Win/Loss Index citado pela ATP.
  • Treino aberto com Tsitsipas na Piazza del Popolo, programado para esta terça-feira por volta das 15h30, transforma o retorno em evento popular no centro de Roma.

Por que a volta de Djokovic em Roma 2026 mexe com a chave masculina?

Porque coloca o maior vencedor do Foro Itálico de volta no torneio depois de 56 dias sem competir, segundo a ATP Tour, e devolve a Jannik Sinner um obstáculo que tinha sido retirado do mapa nas últimas semanas. O sérvio é cabeça de chave 3 e ficou na metade de baixo, mesmo lado de Alexander Zverev.

A última partida oficial de Djokovic foi a derrota na quarta rodada de Indian Wells, em março. Ele pulou Monte Carlo, Madri e a sequência de saibro até aqui para tratar uma lesão não detalhada e priorizar Roland Garros, conforme contexto reunido pela ATP Tour. A estreia será contra o húngaro Marton Fucsovics ou um vindo do qualifying, com previsão de jogo para sexta ou sábado.

O peso simbólico é evidente. Djokovic é o único jogador da era Open com seis títulos em Roma e o único a ter completado o Career Golden Masters, cobertura de todos os nove Masters 1000 do calendário. É justamente esse troféu que falta no currículo de Sinner, o que dá ao retorno um sabor de obstáculo direto na rota italiana.

Como está o cenário tático com Djokovic na metade inferior?

Ruim para Zverev, bom para Sinner. O alemão, vice em Madri no domingo, ficou no mesmo lado da chave que o sérvio, segundo análise da ATP Tour. Já o italiano número 1 do mundo, do outro lado, só encontraria Djokovic em uma eventual final.

A leitura ganha mais camadas quando se cruza forma e histórico. Sinner chega a Roma com 5 Masters 1000 seguidos. Djokovic chega com 7-2 no ano segundo a Infosys ATP Win/Loss Index, citada pela ATP Tour, e sem vitória em saibro em 2026. Zverev, por sua vez, vem de uma final em Madri que ele mesmo definiu como uma “péssima partida” de tênis, conforme reproduzido pela ATP.

Os números do retrospecto do sérvio em Roma também explicam o respeito. Os dados a seguir foram compilados a partir do ATP Tour e da Tennis Temple.

Indicador (Djokovic em Roma)Valor
Títulos no Foro Itálico6 (recorde)
Cabeça de chave em 20263
Idade do sérvio na edição 202638
Confrontos com Tsitsipas em Roma2 (2-0 Nole)
Tempo desde a última partida oficial~56 dias
Balanço 2026 (ATP Win/Loss Index)7-2

A leitura tática conversa com a fase. O saque ainda é cirúrgico, e o jogo de fundo continua entre os mais sólidos do circuito quando ele está jogando com regularidade, mas a falta de ritmo em saibro pesa. A primeira rodada contra Fucsovics, com saque pesado e direita brutal, pode ser uma medida real do quanto o sérvio chega afiado.

O que muda com o treino aberto com Tsitsipas na Piazza del Popolo?

Muda a temperatura do torneio. Djokovic e Stefanos Tsitsipas vão fazer uma sessão de treino em uma quadra de saibro montada provisoriamente na Piazza del Popolo, no centro histórico de Roma, segundo apuração da Tennis Temple. A previsão é começar por volta das 15h30 desta terça-feira.

A escolha de adversário não é aleatória. Os dois já se enfrentaram duas vezes no Foro Itálico, nas quartas de 2021 e na final de 2022, ambas vencidas pelo sérvio. Tsitsipas vive um momento bem diferente do auge: aparece no número 75 do ranking ATP, segundo a Tennis Temple, e depende de torneios como esse para reativar o circuito de pontos antes de Roland Garros.

A quadra montada na praça vai ficar de pé até o fim do torneio, em 17 de maio, e funciona como vitrine pública do Masters 1000. Para Djokovic, é também uma forma de calibrar o ritmo de jogo num ambiente menos pressurizado do que o Pietrangeli ou o Centrale, onde ele já reapareceu para um treino com o peruano Ignacio Buse, número 62 do mundo, na segunda-feira.

FAQ

Quando Djokovic estreia no Masters 1000 de Roma 2026?

A estreia está prevista para sexta-feira ou sábado, contra o húngaro Marton Fucsovics ou um jogador vindo do qualifying. A definição depende do programa diário divulgado pela organização, segundo apuração da Tennis Temple. Como cabeça de chave 3, Djokovic tem bye direto na primeira rodada do Foro Itálico.

Por que Djokovic ficou tanto tempo sem jogar?

Ele pulou Monte Carlo, Madri e o restante do calendário desde Indian Wells, em março, para tratar uma lesão não detalhada e poupar o corpo aos 38 anos, conforme reportagem da ATP Tour. A meta declarada é chegar inteiro a Roland Garros, slam onde busca o 25º título de Grand Slam da carreira.

O que é o Career Golden Masters que está em jogo?

É o feito de vencer pelo menos uma vez cada um dos nove torneios Masters 1000 do circuito. Apenas Djokovic completou a missão até hoje, e ele já fez isso duas vezes em cada evento, segundo a ATP Tour. Sinner só precisa do título de Roma para igualar o sérvio, já que tem 8 dos 9 troféus.

Fontes

Foto: Kuberzog (Wikimedia Commons, CC BY 4.0)

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Escrito por

Camila Bertoldo

Cobertura esportiva com análise tática, contexto e dados.

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