terça-feira, 26 de maio de 2026
Setor Norte SETOR NORTE
NBA

Brasileiros na NBA 2025-26: situação de cada um

Gui Santos vira titular nos Warriors, Tristan da Silva ganha minutos no Magic e Splitter assume o Portland. Veja o status de cada brasileiro na NBA 2025-26.

Renato Albuquerque 8 min de leitura
Quadra de basquete iluminada vista da arquibancada com placar ao fundo durante partida da NBA
Quadra de basquete iluminada vista da arquibancada com placar ao fundo durante partida da NBA

TL;DR

  • A temporada 2025-26 começou com três jogadores ligados ao Brasil sob contrato NBA: Gui Santos (Warriors), Tristan da Silva (Magic) e Nathan Mariano (Suns/Valley Suns).
  • Gui Santos virou titular em janeiro, ganhou extensão de três anos por US$ 15 milhões e fechou a temporada com 9,2 PPG, segundo a Olympics.com.
  • Tiago Splitter virou o primeiro técnico brasileiro head coach da NBA ao assumir o Portland Trail Blazers em outubro de 2025, segundo a ESPN Brasil.
  • Bruno Caboclo trocou Israel por Dubai Basketball em janeiro de 2026 e Raul Neto assinou com o San Pablo Burgos da Espanha.
  • Reynan dos Santos, na G-League pelo Capitanes do México, é o nome brasileiro mais cotado para o draft de 2026.

Quem são os brasileiros na NBA hoje?

A NBA 2025-26 começou com três jogadores brasileiros (ou de ascendência brasileira) sob contrato com franquias da liga: Gui Santos no Golden State Warriors, Tristan da Silva no Orlando Magic e Nathan Mariano, que assinou Exhibit-10 com o Phoenix Suns antes de ser dispensado e seguir para a G-League. A esse trio se somou um marco histórico fora das quadras: o catarinense Tiago Splitter assumiu como head coach interino do Portland Trail Blazers, segundo a Olympics.com.

Lista panorâmica:

  • Gui Santos · Golden State Warriors · titular nos últimos 31 jogos da temporada regular
  • Tristan da Silva · Orlando Magic · ala/pivô em rotação consolidada
  • Nathan Mariano · Valley Suns (afiliado do Phoenix Suns na G-League)
  • Tiago Splitter · head coach do Portland Trail Blazers
  • Reynan dos Santos · Capitanes (G-League) · prospecto elegível para o draft de 2026

Gui Santos · Golden State Warriors

O brasiliense de 23 anos, escolhido com a 55ª seleção do draft de 2022, viveu sua temporada de virada em 2025-26. Os Warriors haviam exercido a opção de contrato em outubro, e em fevereiro estenderam o vínculo por três anos e US$ 15 milhões depois de um pico de produção, segundo a Olympics.com. Nos 31 jogos finais da campanha (incluindo dois do Play-In), foi titular em 28 e teve médias de 15,3 pontos, 5,7 rebotes, 4,0 assistências e 1,4 roubos com 50,7% de aproveitamento de quadra, segundo o CBS Sports.

No agregado da temporada, Gui terminou com 9,2 pontos, 3,9 rebotes e 2,3 assistências, com 61,6% de true shooting. O Golden State acabou em 10º no Oeste e foi eliminado no Play-In, mas a curva de Gui é o que importa para 2026-27: ele já é peça consolidada da rotação de Steve Kerr e tende a abrir a próxima temporada como titular ou primeiro homem do banco.

Tristan da Silva · Orlando Magic

Filho de pai brasileiro (o ex-pugilista Valdemar da Silva) e mãe alemã, Tristan nasceu em Munique mas tem laços fortes com o Brasil — fala português, declarou-se corintiano e revelou São Paulo como cidade favorita, segundo a ESPN Brasil. Defende a seleção alemã, mas é tratado como brasileiro pela mídia esportiva nacional. Escolhido na 18ª posição do draft de 2024, joga no Orlando Magic com contrato rookie de quatro anos avaliado em US$ 17,57 milhões.

Em 2025-26, Tristan está com médias de 9,9 pontos, 3,7 rebotes e 1,6 assistência por jogo. Em uma sequência de 21 jogos como titular após lesões no elenco, subiu para 13,1 pontos, 4,7 rebotes e 2,0 cestas de três por partida em 30,6 minutos, segundo o CBS Sports. O Magic exerceu em outubro a opção do terceiro ano de contrato, garantindo o jogador até 2026-27, segundo a The Sports Leader. O passo natural é virar titular fixo no ano seguinte.

Nathan Mariano · Valley Suns (G-League)

O ala-pivô de 22 anos, formado em Franca, foi a aposta de 2025 do Phoenix Suns. Assinou contrato Exhibit-10 antes da pré-temporada — o tipo de vínculo que permite testar o jogador no training camp e descê-lo à G-League sem perdê-lo. Os Suns dispensaram Mariano em 19 de outubro e ele foi para o Valley Suns, afiliado da franquia, segundo o HoopsHype.

Na G-League, o brasileiro atuou em 11 jogos e teve médias modestas de 2,4 pontos e 2,5 rebotes com 29,4% de campo e 23,1% dos três pontos, segundo o RotoWire. Os números refletem ajuste à liga e papel reduzido na rotação. Para 2026-27, Mariano precisa fechar dezenas e melhorar consistência defensiva para ganhar um two-way ou voltar à pré-temporada NBA.

Tiago Splitter · Portland Trail Blazers (head coach)

O capítulo mais simbólico da temporada brasileira não veio das quadras: foi do banco. Em outubro de 2025, o Portland Trail Blazers anunciou Tiago Splitter como técnico interino após Chauncey Billups ser preso em uma investigação federal sobre apostas. Splitter virou o primeiro head coach brasileiro da história da NBA, segundo a Olympics.com.

Antes do Portland, o ex-pivô já era assistente no Brooklyn Nets e Houston Rockets entre 2019 e 2024 e havia conquistado o título francês comandando o Paris Basketball. Em 2025-26, conduziu o Blazers a 42-40 — a melhor campanha da franquia desde 2021 — e ganhou no Play-In contra Phoenix por 114-110, tornando-se o primeiro brasileiro (e sul-americano) a vencer um jogo de playoff como técnico, segundo a Agência Brasil.

Quem está fora ou no G-League?

Vários nomes do basquete nacional não chegaram à NBA em 2025-26 mas seguem perto do radar:

  • Bruno Caboclo: o ex-Raptors deixou o Hapoel Tel Aviv em janeiro de 2026 e assinou com o Dubai Basketball, que joga ABA League e EuroLeague, segundo a Zerozero.pt. Treinou com os Warriors em 2025 mirando uma volta à NBA, mas não fechou contrato.
  • Raul Neto (Raulzinho): depois da rescisão com o Barcelona em 2024-25 por lesões, assinou com o San Pablo Burgos da segunda divisão espanhola em julho de 2025, segundo o The Playoffs.
  • Reynan dos Santos: armador de 21 anos, joga pelo Capitanes de Cidade do México na G-League e está elegível para o draft de 2026. Apareceu em scouting reports da Sports Illustrated como prospecto defensivo com upside two-way.

Histórico: brasileiros que marcaram a NBA

Vinte brasileiros já passaram pela NBA desde Rolando Ferreira em 1988, segundo a Olympics.com. Três foram campeões.

JogadorTime(s) principal(is)Anos ativosFato notável
Nenê HilárioNuggets, Wizards, Rockets2002–201917 temporadas — recorde brasileiro
Leandro BarbosaSuns, Raptors, Pacers, Celtics, Warriors2003–2017Sixth Man of the Year (2007) e campeão NBA (2015)
Tiago SplitterSpurs, Hawks, 76ers2010–2017Primeiro brasileiro campeão da NBA (2014)
Anderson VarejãoCavaliers, Warriors2004–2017Campeão pelo Golden State em 2017
Marcelinho HuertasLakers2015–2017Armador veterano em LA
Vitor FaveraniCeltics2013–2014Pivô gaúcho, 37 jogos
Cristiano FelícioBulls2015–2020Cinco temporadas em Chicago
Didi LouzadaPelicans2021–2022Ala-armador em New Orleans
Bruno CabocloRaptors, Grizzlies, Rockets, Nets2014–2022Apelidado “o brasileiro do futuro” no draft
Rolando FerreiraTrail Blazers1988–1989Primeiro brasileiro na NBA

FAQ

Quantos brasileiros já jogaram na NBA?

Cerca de 20 jogadores brasileiros já atuaram na NBA desde a estreia de Rolando Ferreira pelo Portland em 1988-89, conforme levantamento do portal Olympics.com. Em 2025-26, três estão sob contrato: Gui Santos, Tristan da Silva (descendência) e Nathan Mariano (G-League via Phoenix).

Quem é o brasileiro com mais jogos na NBA?

Nenê Hilário, paulista escolhido em 7º no draft de 2002, é o brasileiro com mais temporadas na NBA — foram 17, entre 2002 e 2019, atuando por Denver Nuggets, Washington Wizards e Houston Rockets, segundo a Wikipédia.

Quantos brasileiros foram campeões da NBA?

Três jogadores brasileiros conquistaram o título: Tiago Splitter pelos Spurs em 2014, Leandro Barbosa pelos Warriors em 2015 e Anderson Varejão pelos Warriors em 2017, segundo o Bola de 3. Em 2025-26, Tiago Splitter virou também o primeiro técnico brasileiro head coach da liga.

Como brasileiros chegam à NBA?

Os caminhos atuais combinam três rotas: draft direto (como Gui Santos em 2022 e Tristan da Silva em 2024), G-League via contratos Exhibit-10 ou two-way (caso de Nathan Mariano com o Valley Suns) e bolsas universitárias nos EUA. A NBA Academy Latin America e a presença de scouts nos torneios de base no Brasil ampliaram o pipeline na última década, segundo o Quinto Quarto.

Fontes

R

Escrito por

Renato Albuquerque

Cobertura esportiva com análise tática, contexto e dados.

Continue lendo · NBA

Ver tudo →