terça-feira, 26 de maio de 2026
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Os 26 do Brasil na Copa 2026: a lista completa por posição

Ancelotti anunciou os 26 convocados do Brasil para a Copa de 2026. Lista por posição, Neymar dentro, Rodrygo fora — e o que cada escolha sinaliza.

Camila Bertoldo 4 min de leitura
Vestiário da seleção brasileira com camisas amarelas numeradas penduradas
Vestiário da seleção brasileira com camisas amarelas numeradas penduradas

Tem um nome que o Museu do Amanhã inteiro cantou quando Ancelotti leu — e tem um nome que ninguém ouviu. Neymar entrou. Rodrygo, não. Entre esses dois extremos cabem os 26 que vão tentar a sexta estrela, e a lista diz mais sobre a leitura do italiano do que qualquer entrevista.

Esta é a relação completa, por posição, do que Carlo Ancelotti anunciou em 18 de maio de 2026 no Rio de Janeiro. Sem adjetivo: o nome, o clube e o que a escolha sinaliza.

A lista dos 26

PosiçãoJogadorClube
GoleiroAlissonLiverpool
GoleiroEdersonFenerbahçe
GoleiroWevertonGrêmio
DefesaMarquinhosParis Saint-Germain
DefesaGabriel MagalhãesArsenal
DefesaBremerJuventus
DefesaIbañezAl-Ahli
DefesaLéo PereiraFlamengo
DefesaWesleyRoma
DefesaAlex SandroFlamengo
DefesaDouglas SantosZenit
DefesaDaniloFlamengo
MeioCasemiroManchester United
MeioBruno GuimarãesNewcastle
MeioLucas PaquetáFlamengo
MeioFabinhoAl-Ittihad
MeioDaniloBotafogo
AtaqueRaphinhaBarcelona
AtaqueVinícius JúniorReal Madrid
AtaqueNeymarSantos
AtaqueEndrickLyon
AtaqueGabriel MartinelliArsenal
AtaqueMatheus CunhaManchester United
AtaqueLuiz HenriqueZenit
AtaqueRayanBournemouth
AtaqueIgor ThiagoBrentford

Quem entrou e o que isso significa

Neymar é a manchete emocional. Aos 34, com seis gols e quatro assistências pelo Santos na temporada, ele volta a uma Copa depois da lesão grave de 2023. Não é o Neymar de 2018 — e Ancelotti não o convocou pra ser. É peça de bola parada, de jogo travado, de banco que muda partida. O canto da torcida no anúncio diz que o Brasil ainda quer acreditar; a posição dele na lista diz que o técnico já decidiu que ele não é o plano A.

O ataque é jovem e largo. Vinícius e Raphinha são inegociáveis pelos lados. Endrick, Igor Thiago e Matheus Cunha disputam a referência. Rayan, do Bournemouth, e Luiz Henrique, do Zenit, são as apostas de velocidade. Nove atacantes pra 26 vagas é um número alto — e ele existe por causa de quem ficou de fora.

Quem ficou de fora

A ausência que pesa é Rodrygo. O atacante do Real Madrid era a peça que dava a Ancelotti um ataque sem centroavante fixo, com mobilidade por dentro. Ficou fora dos 26 — a baixa mais sentida da lista, segundo a leitura quase unânime da imprensa esportiva. Some a ele os cortes de João Pedro (Chelsea), Joelinton, Lucas Beraldo e Vitor Roque, mais os desfalques já conhecidos por lesão, e o desenho do ataque deixa de ser sobre talento disponível e passa a ser sobre o que o Brasil não tem sobrando: um criador puro.

Leitura rápida por setor

  • Gol resolvido. Alisson é titular sem discussão; Ederson dá um segundo goleiro de elite, coisa que poucas seleções têm. Weverton é o terceiro de vestiário, não de jogo.
  • Defesa veterana com aposta nas pontas. Marquinhos e Gabriel Magalhães formam a dupla central provável; o ponto de interrogação são as laterais, onde Wesley (Roma) e Douglas Santos (Zenit) entram pra dar profundidade que o Brasil vinha sem ter.
  • Meio curto e físico. Cinco meias, com Casemiro e Bruno Guimarães como eixo. Sem um camisa 10 clássico na lista, a criação vai nascer dos pés de Paquetá adiantado e da inversão dos pontas — não de um maestro.
  • Ataque numeroso por necessidade. Nove atacantes não é luxo: é Ancelotti se cobrindo da ausência de um criador puro testando combinações de velocidade (Rayan, Luiz Henrique) e referência (Igor Thiago, Endrick) até achar a que funciona.

O que vem pela frente

O Brasil caiu no Grupo C, com Marrocos, Haiti e Escócia. A estreia é em 13 de junho contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey, seguida de Haiti (20/06) e Escócia (24/06). Grupo que, no papel, o Brasil passa — mas a Copa de 2026 tem 48 seleções e um mata-mata mais longo, e é aí que a falta de um meia de criação vai ser testada.

Na minha leitura, esta é uma lista de transição assumida: Ancelotti não montou o time dos sonhos da torcida, montou o time que ele acha que aguenta sete jogos no calor de junho nos Estados Unidos. Neymar dentro é concessão controlada; Rodrygo fora é a aposta de verdade. Em 13 de junho a gente começa a saber se ele acertou.

Fontes

C

Escrito por

Camila Bertoldo

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